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	<title>Marcelo Guerra &#187; relacionamento</title>
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	<description>Médico Homeopata, Acupunturista e Terapeuta Biográfico</description>
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		<title>Você gosta de Natal em família?</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 12:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
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<p><a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Reflita se você escolhe onde passar essa data por prazer ou obrigação</em></strong></p>
<p>Fim de ano, época de festas, confraternizações, alegria e, para  muitos, aborrecimentos. Os dias que antecedem o Natal trazem a  necessidade de tomar decisões aparentemente triviais, mas que podem  trazer problemas para o próximo ano inteiro. Decidir que presente vai  dar para quem talvez seja o mais fácil de resolver. Decidir onde vai  passar a noite de Natal e o almoço de Natal é a decisão mais arriscada,  principalmente para adultos que já construíram uma nova família, além de  sua família original.</p>
<p>Tradicionalmente o Natal é  considerado como a festa para se passar em família. É aí que entra a  questão: qual família? A que você construiu pelo casamento ou morando  com alguém? A família em que você nasceu e foi criado? A família da  pessoa com quem você construiu uma outra família? Quem não casou não  está isento desse conflito, porque muitas vezes os amigos formam um  grupo tão ou mais coeso que uma família, e nessa hora esse grupo também  entra no rol de possibilidades.</p>
<p>Há alguns momentos dessas  48 horas (dias 24 e 25) que são mais importantes que os outros? Ou  seja, há um horário nobre do Natal? A maioria das pessoas tende a  considerar a noite de 24, até a meia-noite, como a apoteose da festa.  Por conta disso, este é o momento mais crucial para decidir.</p>
<p>Um  exemplo comum é o de um casal com filhos cujos pais são vivos. Vão  passar o Natal em sua própria casa, com seus filhos? Vão para a casa dos  pais do marido? Para a casa dos pais da esposa? Vão juntar todo mundo?  Vão passar a noite de 24 com os pais de um e o almoço de 25 com os dos  outro? E os cunhados e cunhadas, vão poder ajeitar seu horário de forma  que coincida com os seus?</p>
<p>Decisão difícil&#8230; O difícil não é decidir onde você vai passar a noite de 24, mas onde vai deixar de passar. Cobranças, reclamações, mágoas&#8230; Prepare-se, elas virão de algum lugar.</p>
<p>Por que muitos de nós precisam sentir-se prestigiados pela escolha  dos filhos em passar a noite de Natal em nossa casa? O que representa um  filho não vir para a noite de Natal? Ele me ama menos? A família em que  ele foi criado é menos importante para ele do que a família que ele  construiu? Por que me sinto menos por ele não vir na noite de Natal? Por  outro lado, por que sinto mais obrigação do que prazer em passar o  Natal com os meus pais ou os meus sogros? Por que sinto tanto medo de  magoar?</p>
<h2>Mágoas guardadas</h2>
<p>Como em todo relacionamento, a dificuldade de comunicação é  um pedregulho no sapato. Deixamos de falar o que pensamos e,  principalmente, o que sentimos, com medo de magoar, com medo de ser mal  interpretados. Muitas vezes, pequenos problemas que não são falados, vão  crescendo dentro de nós até o dia em que ou explodimos ou evitamos o  contato. Numa data como o Natal, na qual as pessoas podem sentir-se  obrigadas a estar juntas, é natural que esses sentimentos e mágoas que  carregamos no bolso do coração entrem em ebulição novamente, causando  mal estar. Sem dúvida, este não é o melhor momento para trazer à tona  assuntos tão delicados que vêm sendo escondidos ou cultivados com  pitadas de ressentimento, raiva, incompreensão, intolerância. Porém é  possível dizer o que você sente em relação a uma situação que se  apresente no momento, tomando o cuidado para não contaminar com as  mágoas escondidas. Expressar o que você sente é o primeiro passo para  estabelecer ou melhorar uma relação familiar. Não confunda expressar  seus sentimentos com o muro das lamentações! Dizer o que você sente não  lhe exime das suas responsabilidades em tudo o que lhe acontece, quer  dizer, a culpa do que lhe acontece de errado não está nos outros.</p>
<p>Construímos  nosso destino com aquilo de que dispomos, com o dinheiro que ganhamos,  com o DNA que herdamos, com a educação que recebemos, com os amigos que  fazemos. Seguimos (ou não) um mapa inconsciente que desenhamos com o  nosso eu interior, e que mostra para onde apontam nossos propósitos e  intenções mais profundos. Se ignoramos o mapinha e vamos para onde o mar  da rotina e do conformismo nos leva, isto é nossa responsabilidade e  não devemos acusar os outros por isto.</p>
<p>Voltando ao Natal,  para sua decisão, busque aquilo que lhe é possível neste momento, mas  procure perceber aquilo de positivo que traz união à sua família. E  expresse o que você sente, seja por palavras, por um abraço, um tapinha  nas costas, um sorriso. O espírito de Natal, afinal, é constituído pela  união de nossos corações.</p>
<p>Feliz e expressivo Natal! Paz em seu coração!</p>
<p>Artigo publicado originalmente na <a href="http://www.personare.com.br/revista/casa-e-familia/materia/1052/voce-gosta-de-natal-em-familia">Revista Personare</a>.</p>
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<div class="name_chanell"><strong class="section_title">Casa e Família</strong></div>
<h1 class="nomargin">Você gosta de Natal em família?</h1>
<p class="content nomargin">Reflita se você escolhe onde passar essa data por prazer ou obrigação</p>
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<p><a href="http://marceloguerra.com.br/2010/12/11/voce-gosta-de-natal-em-familia/" rel="bookmark">Você gosta de Natal em família?</a> originally appeared on <a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a> on 11 December , 2010.</p>
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		<title>Depressão pós-parto masculina</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 19:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://marceloguerra.com.br/wp-content/uploads/2010/08/bebe-mao-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-261" title="bebe-mao (1)" src="http://marceloguerra.com.br/wp-content/uploads/2010/08/bebe-mao-1.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><br />
</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Dúvidas associadas ao nascimento do filho podem ocasionar a doença</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Um recente estudo publicado no<em> Journal of American Medical Association</em> revelou que cerca de 10% dos pais também sofrem depressão após o nascimento do bebê – e este índice aumenta após o primeiro trimestre. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Diferente da depressão pós-parto que ocorre na mulher, ela pode se manifestar mais tarde nos pais provavelmente porque os três primeiros meses são de novidade e muito,  muito trabalho. Outro dado importante é que nos homens é mais comum que a depressão ocorra quando do nascimento do primeiro filho. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">O cuidado da mãe com seu filho provoca no homem um sentimento de abandono, como se tivesse sido preterido pelo bebê. Mesmo consciente de que não é esse o caso, o sentimento é este: eu não recebo mais a atenção que recebia, ela já não se importa comigo como antes. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Mudanças no comportamento</strong></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Além de sentir-se preterido, a responsabilidade do homem aumenta muito ao tornar-se pai pela primeira vez. Hoje a cobrança por ser um pai presente, participante dos cuidados do filho, aumentou muito, numa mudança gigantesca em relação a décadas passadas, quando o pai tinha como principal tarefa ser provedor da família e, se sobrasse um tempinho, brincar uns minutinhos com o filho. Ser pai hoje exige mais presença e disposição para educar e brincar. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Diante da depressão pós-parto, há mudanças no comportamento do homem, sendo a principal delas o ausentar-se mais de casa, como numa fuga da situação. O homem passa a chegar mais tarde e sair mais cedo, assume novas atividades fora de casa. De repente, entrar para a academia torna-se urgente, depois de anos enrolando para matricular-se. E é sentido mesmo como urgente! </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Numa tentativa de reconquistar a atenção perdida de sua mulher, o homem busca afastar a mãe do bebê. Outras vezes, pode aventurar-se em casos extraconjugais, buscando resgatar esta atenção em outras mulheres. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Não importa como o homem reage à depressão pós-parto, o seu sentimento é de tristeza &#8211; e o abatimento é difícil de ser escondido. Sintomas típicos da depressão estão presentes, como angústia traduzida por dor no peito, pensamentos constantes, sentimento de inadequação, de que não vai dar conta da responsabilidade que cresceu. Insônia é frequente, geralmente pelos pensamentos persistentes. O homem sente como se  não conseguisse amar seu bebê como gostaria, o que lhe causa mais culpa e sofrimento. A evolução do quadro pode levar a pensamentos de suicídio. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">É importante que o homem reconheça que está doente e busque ajuda através da psicoterapia ou de uma medicina que o perceba como um todo, como a Homeopatia ou Acupuntura. Através de um tratamento bem feito, o homem pode resgatar sua autoconfiança e não se sentir sobrecarregado pela responsabilidade aumentada ou relegado a um segundo plano por sua esposa. Assim, poderá encontrar-se de forma inteira com seu filho.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Artigo originalmente publicado em <a href="http://www.personare.com.br/revista/casa-e-familia/materia/736/depressao-pos-parto-masculina" target="_blank">Personare</a></span></p>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br/2010/08/19/depressao-pos-parto-masculina/" rel="bookmark">Depressão pós-parto masculina</a> originally appeared on <a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a> on 19 August , 2010.</p>
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		<title>O lado feminino presente no homem</title>
		<link>http://marceloguerra.com.br/2010/03/02/o-lado-feminino-presente-no-homem/</link>
		<comments>http://marceloguerra.com.br/2010/03/02/o-lado-feminino-presente-no-homem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 12:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[biografico]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo originalmente publicado na Revista Online Personare &#8220;Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino.&#8221; (Pepeu Gomes) Tanto os homens quanto as mulheres compartilham características que podem ser consideradas masculinas e femininas. Isso ocorre biologicamente e também animicamente. Biologicamente, os hormônios sexuais, estrogênio e testosterona, estão presentes em ambos os sexos, mas em [...]		<div class="social_linkz">
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://marceloguerra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/borboletas_na_flor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-219" title="borboletas_na_flor" src="http://marceloguerra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/borboletas_na_flor.jpg" alt="" width="300" height="342" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Artigo originalmente publicado na Revista Online<a href=" http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/452/o-lado-feminino-presente-no-homem" target="_blank"> Personare</a></p>
<p style="text-align: right;">&#8220;Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino.&#8221; (Pepeu Gomes)</p>
<p>Tanto os homens quanto as mulheres compartilham características que podem ser consideradas masculinas e femininas. Isso ocorre biologicamente e também animicamente. Biologicamente, os hormônios sexuais, estrogênio e testosterona, estão presentes em ambos os sexos, mas em proporções diferentes. O estrogênio é mais preponderante na mulher e a testosterona, no homem.</p>
<p>Animicamente, há dois arquétipos relacionados ao gênero, chamados Anima e Animus. O Animus é o arquétipo masculino presente na mulher e o Anima, o arquétipo feminino presente no homem. É sobre este último que este texto trata.</p>
<p>A Anima é um arquétipo que carrega as qualidades de contração, introspecção, acolhimento, o nutrir o outro, maternidade, o cuidar do outro. São qualidades tradicionalmente associadas ao feminino, e que o homem carrega em sua vida psíquica e pode, ou não, desenvolver ao longo da sua biografia.</p>
<p>Quando somos crianças e adolescentes, recebemos de fora nossa educação, seja pela família, pela escola, pelos grupos que frequentamos, pelas ideologias a que aderimos. Quando nos tornamos adultos, a nossa educação fica em nossas mãos, torna-se auto-educação, e todo nosso desenvolvimento a partir de então está sob nossa responsabilidade.</p>
<p>O cultivo e desenvolvimento da Anima pelo homem depende, então, de sua própria vontade. Nos primeiros anos da vida adulta, o homem se vê diante de circunstâncias que frequentemente o impelem à competição, e isso mantém a sua Anima meio adormecida, latente. Essa competição aparece na vida profissional, onde é mais evidente, assim como nos relacionamentos, em que a busca por uma parceira pode tomar ares de uma verdadeira caçada.</p>
<p>Já na faixa dos trinta anos, o homem (assim como a mulher) já busca temperar mais a razão (característica arquetipicamente masculina) com a emoção (característica arquetipicamente feminina) e assim há um surto de desenvolvimento de sua Anima, como se fosse a puberdade da Anima. As decisões já levam em conta não só fatores materiais, lógicos, mas também sentimentais. No trabalho, por exemplo, ter um bom salário já não representa o único, nem o mais importante, critério para um homem escolher um emprego. Estar num ambiente de trabalho agradável, junto com pessoas amigáveis, conta muito mais. No relacionamento, o fato de uma mulher ser bonita e gostosa diminui um pouco de importância aos olhos do homem, que passa a valorizar mais os atributos de companheirismo, carinho, atenção.</p>
<p>O desenvolvimento da Anima prossegue após esse &#8216;estirão&#8217; e na faixa dos cinquenta anos a Anima amadurece e floresce no homem (sempre lembrando que a opção &#8216;ou não&#8217; também é válida, afinal de contas somos livres para escolher o rumo de nossas vidas). Assim, nos relacionamentos amorosos e familiares, o homem passa a ser mais carinhoso, afetuoso, emotivo, demonstra mais os seus sentimentos. No trabalho, tem um cuidado maior com os colegas, principalmente com os mais jovens, de quem muitas vezes pode se tornar uma espécie de tutor e protetor.</p>
<p>Lembro que meu pai, que era um pai disciplinador, autoritário, nessa época me beijou pela primeira vez, o que me causou surpresa e alegria. O pai autoritário tornou-se um avô que cozinhava para nos receber, que puxava os netos pela casa em cima de um &#8216;tapete voador&#8217;, que aprendeu a dizer &#8216;eu amo você&#8217;, que admitiu que sentia muita saudade do pai que morrera há tantos anos, que chorava ao ser homenageado por estagiários em seu trabalho (ele era enfermeiro).</p>
<p>A Anima é um tesouro na vida anímica do homem, que traz conforto e maciez à própria existência e à daqueles com quem se relaciona. Por isso, homens, vamos cuidar bem de nosso lado feminino e fazer um mundo mais carinhoso.</p>
<p>Dedico este texto à memória de Warner, meu pai.</p>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br/2010/03/02/o-lado-feminino-presente-no-homem/" rel="bookmark">O lado feminino presente no homem</a> originally appeared on <a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a> on 2 March , 2010.</p>
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